Meus Aforismos

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  1. Manifesto Comendo de boca fechada

    Começar é muitas vezes uma utopia

    Estar cheio é sinal de alguma qualidade

    O novo sempre tem uma tendência a parecer ridículo

    O incompreensível demonstra alguma humildade

    Comer tem vários sentidos

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  2. Manifesto Comendo pelas Beiradas

    As melhores coisas da vida são comer.

    Um prato requentado também tem seu valor.

    Nada como uma boa talagada para abrir o apetite.

    E depois do banquete? Sonhos!

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  3. Manifesto Pintura na Gameleira Branca

    Aurora é um Tempo. Dos começos e dos fins.

    Uma tinta numa casca de árvore é marca d'água do Passado. Recado para o presente.

    O caule arranhado de uma árvore guarda algum futuro.

    A tinta que cai na pele do tempo é rebelde: a gravura se põe e amanhece ser.

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  4. Manifesto da Pandemia em pílulas

    Pílula amarela: Um ser sozinho, nunca está só.

    Pílula vermelha: Quem tem fome nunca come 3 frutas diferentes ao dia.

    Pílula azul: O álcool inebria e protege o corpo e a mente.

    Pílula preta: A janela também é a porta de saída.

    Pílula branca: Na pandemia, as dores são diferentes, afinal pau que bate em Francisco não bate em Chico.

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  5. Algumas de nossas letras e números tem mais poesia, são mais inovadoras e não possuem patentes: inventamos o 14-Bis antes do B-29

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  6. Desculpem , mas só consigo pensar em aforismos relacionados à minha dura realidade de tentar produzir um tese. E, com pouca criatividade, me aproveitei de frases alheias. Mas acredito que há sabedoria prática nas ideias.
    Teclado mole e disciplina dura tanto bate até que a tese sai.

    Mais vale um artigo aprovado que dois artigos brilhantes.

    Devagar se vai longe, mas cuidado com os prazos….

    Diga com que autores anda que lhe direi quem é seu coletivo de pensamento

    A banca ajuda a quem cedo madruga

    Onde há fumaça, há a cabeça de um pós-graduando pegando fogo

    Um dia é do orientando, outro, do orientador

    Trabalhos passados movem moinhos

    A pressa é a inimiga da aprovação

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  7. Manifesto Ditados na Pandemia
    Autor Mario Afonso da S. Barbosa

    Mais vale uma máscara no rosto do que duas na bolsa.

    Quem tem boca não vai a Roma, pois estamos em quarentena.

    Antes só do que mal acompanhado, principalmente se o acompanhante estiver com Covid-19.

    Cavalo preso também pasta. Não é preciso ir ao bar pra tomar sua cervejinha,

    Cada macaco no seu galho, pois o macaco vizinho pode estar contaminado.

    Em boca fechada não entra mosca; nem corona vírus. Logo, não esqueça da máscara.


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  9. Aforismos : refletindo no isolamento
    A vida social é uma régua: mede-se tudo, compara-se tudo.
    A máscara que cobre o nariz e a boca, encobre o que a gente realmente pensa.
    A indução leva a ação, mas a ação pode levar a morte.
    Não sair pode ser a solução, mas alguém deixará de comer por causa disso.

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  11. Manifesto perspectivismo ameríndio

    Tupã é brasileiro.
    Uiqueuê Guaraci, oheinê Jaci.
    Eu sou uma onça.

    La Mirada del Jaguar, de Eduardo Viveiros de Castro
    https://www.youtube.com/watch?v=C7UAZ_tQWag

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  12. Manifesto do Labirinto

    A (con)ciência é úmida. Cheira mais à Terra do que ao álcool esterilizante.

    O Universo dos saberes é sussurrante no Labirinto. Está nas orelhas e nos outros caminhos.

    O fio da Razão é de rigidez inquebrantável: louva o Sim, guia o princípio total.

    Para dançar pela rota sem muros é preciso trair os pés marcados.

    A mente é monstro mítico feita no e para jorrar. Bicho-touro-estranho, pés dançantes, Dioniso errante.

    O Cientista é Ariadne traída, viajando com Teseu. Só encontra liberdade quando se entende Minotauro.

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  13. Aforismo antes de comer
    Se manter rente ao texto não garante que se veja quem comeu quem.
    Selvagem só é bom se for deglutido antes do café.

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  14. W.O-MAN-INFESTO

    Aforismo da abreviação, da sigla, da abreviatura, do apelido e além…

    COVID-19, OMS, ANVISA, IgM/IgG, RT-PCR, RDC, RNA, AFE, CBPF, IMDRF, INCQS, FIOCRUZ, MS, NOTIVISA, TLR, DRIVE THRU, NUPEM, UFRJ, COPPE, OPAS, UNICEF, IRIS, PALTEX, OEA, AGEVISA, CAGEPA, EMPAER, CGE, ILPI, SES-MG, UFRN, SEDIS, LAIS, SUS, EBSERH, HUOL, REDE, DEB, NESC, CORONA, CTS, HCTE, PPG, PR2, CAPES, CNPq, ME, STF, ABM, FNP, PPP, ISSN, ISBN, SCOPUS, GA, SBGG, EPI, CNM, ABM,CPDOC, AEMERJ, SARS-CoV-2, MERS...

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  15. W.O. Man infesto araruta e o escambau S.A.


    O Site de hospedagem
    https://sites.google.com/site/atorede/home/w-o-man-infesto-araruta-e-o-escambau-s-a


    Uma apresentação virtual
    https://docs.google.com/presentation/d/1HAmGB1fBFSH_UdzR_5CTjm9eavn7DnY_2jdfgJ1LCt4/present#slide=id.p

    Leitura do Manifesto no Youtube
    https://youtu.be/ZUaZBJKdngg


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  16. Manifesto dos ditados ao avesso.

    Água mole em pedra dura, tanto bate até que molha.
    Em terra de cego, quem tem um olho é expulso.
    Deus ajuda quem cedo madruga, mas dormir não é pecado.
    Diz-me com quem andas, que eu te direi se vou contigo.

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  17. Antropofagia do manifesto

    Nos comemos uns aos outros, socialmente, economicamente, filosoficamente.
    É o que restou no mundo. Literalmente a expressão mascarada dos coletivos que se escondem atrás da religião e dos tratados de guerras. Ser e deter o poder, eis a questão.

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  18. aforismo-nominalismo-antropofágico

    Algumas-Pessoas-Devoradas-Devoradoras-Evacuadas-Manifestadas-no-mundo-da-Antropofagia-Brasileira

    (Algum podem dizer que estão em ordem alfabética, mas acho que nem tanto assim.
    Considero mais uma desordem analfabética)


    André Vallias
    Anita Malfatti
    Augusto de Campos
    Bachofen
    Borges
    Clarice Lispector
    Clastres
    Décio Pignatari
    Deleuze
    Engels
    Eurípedes (As Bacantes)
    Freud
    Gabriel Tarde
    Georges Bataille
    Geraldo Ferraz
    Guimarães Rosa
    Hegel
    Irmãos Campos (Augusto de Campos e Haroldo de Campos)
    Jaime Adour da Câmara
    José Lezama Lima
    Juan José Saer (O enteado)
    Keyserling
    Lezania Luma
    Machado de Assis
    Manuel Bandeira
    Mário de Andrade
    Marx
    Métraux
    Montaigne
    Nietzsche
    Oswald de Andrade
    Oswaldo Costa
    Pagu
    Raul Bopp
    Tarsila do Amaral
    Tiqqun (Jornal)
    Zé Celso

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  19. MANIFESTO INSPIRADO PELO COMEÇO
    - A irritação demonstra uma (ou mais) frustrações.
    - Atender compreende entender.
    - Energias vibracionais positivas sim se atraem. As negativas se anulam, se engolem.
    - Quem pede pouco ganha menos ainda, nessa vida ser pidão é sobreviver.
    - Dividir e conquistar também é perder.

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  20. Sergio Vaz: Manifesto da Antropofagia periférica

    A Periferia nos une pelo amor, pela dor e pela cor. dos becos e vielas há de
    vir a voz que grita contra o silêncio que nos pune. Eis que surge das
    ladeiras um povo lindo e inteligente galopando contra o passado. A favor de
    um futuro limpo, para todos os brasileiros.

    A favor de um subúrbio que clama por arte e cultura, e universidade para a
    diversidade. Agogôs e tamborins acompanhados de violinos, só depois da aula.

    Contra a arte patrocinada pelos que corrompem a liberdade de opção. Contra a
    arte fabricada para destruir o senso crítico, a emoção e a sensibilidade que
    nasce da múltipla escolha.

    A Arte que liberta não pode vir da mão que escraviza.

    A favor do batuque da cozinha que nasce na cozinha e sinhá não quer. Da
    poesia periférica que brota na porta do bar.
    Do teatro que não vem do “ter ou não ter…”. Do cinema real que transmite
    ilusão.
    Das Artes Plásticas, que, de concreto, quer substituir os barracos de
    madeiras.
    Da Dança que desafoga no lago dos cisnes.
    Da Música que não embala os adormecidos.
    Da Literatura das ruas despertando nas calçadas.

    A Periferia unida, no centro de todas as coisas.

    Contra o racismo, a intolerância e as injustiças sociais das quais a arte
    vigente não fala.

    Contra o artista surdo-mudo e a letra que não fala.

    É preciso sugar da arte um novo tipo de artista: o artista-cidadão. Aquele
    que na sua arte não revoluciona o mundo, mas também não compactua com a
    mediocridade que imbeciliza um povo desprovido de oportunidades. Um artista
    a serviço da comunidade, do país. Que armado da verdade, por si só exercita
    a revolução.

    Contra a arte domingueira que defeca em nossa sala e nos hipnotiza no colo
    da poltrona.
    Contra a barbárie que é a falta de bibliotecas, cinemas, museus, teatros e
    espaços para o acesso à produção cultural.
    Contra reis e rainhas do castelo globalizado e quadril avantajado.
    Contra o capital que ignora o interior a favor do exterior. Miami pra eles ?
    “Me ame pra nós!”.
    Contra os carrascos e as vítimas do sistema.
    Contra os covardes e eruditos de aquário.
    Contra o artista serviçal escravo da vaidade.
    Contra os vampiros das verbas públicas e arte privada.
    A Arte que liberta não pode vir da mão que escraviza.

    Por uma Periferia que nos une pelo amor, pela dor e pela cor.

    É TUDO NOSSO!

    https://vermelho.org.br/prosa-poesia-arte/sergio-vaz-manifesto-da-antropofagia-periferica/

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  21. Para ser telúricx é preciso estar conectadx como entorno. Não há lugar para dispersão.

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  22. Vegetarianismo é uma palavra indígena antiga que significa caçador ruim.

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  23. “… o sapiens da sabedoria descende do sapiens que saboreia.”
    (esse é plágio, Michel Serres, Variações sobre o corpo p. 67. vale?)

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