Minhas invenções brasileiras

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  1. Uma invenção brasileira: o frescobol

    Origem (extraído de): Wikipédia, a enciclopédia livre.
    https://pt.wikipedia.org/wiki/Frescobol

    Frescobol é um esporte tipicamente praiano, criado no Rio de Janeiro no século XX. É jogado por dois jogadores ou mais. É também comum sua prática em locais públicos. Também é conhecido como Matkot na língua inglesa e hebraica, e Racchettoni em italiano.

    Trata-se de um jogo colaborativo, onde os atletas são parceiros. No frescobol cultiva-se a amizade e o comprometimento nas jogadas".[1]
    Muitas vezes confundido com o tênis de praia (ou beach tennis), o Frescobol se distingue basicamente pelo seu estilo cooperativo, em oposição ao estilo competitivo do tênis de praia - este se assemelha mais ao Tênis e que, inclusive, possui área precisamente delimitada e uma rede de separação. Apesar das diferenças, raquetes semelhantes às do Frescobol são utilizadas em várias partes do mundo, Israel, Irã, México, Peru, Espanha, Itália, EUA, etc.

    No estado do Rio de Janeiro, no dia 10 de Julho[2], é comemorado o dia estadual do Frescobol.

    Breve síntese histórica da evolução do jogo


    Na década de 50, o arquiteto Caio Rubens Romero Lyra, morador da rua Bulhões de Carvalho, em Copacabana, costumava jogar tênis com os amigos nas areias da praia, entre os postos 4 e 5. Como as raquetes estragavam com frequência, por causa da maresia, ele desenhou raquetes de madeira, resistentes à água do mar. Pediu então a um amigo, que possuía uma carpintaria em casa, na rua Souza Lima, no mesmo bairro, para fabricar as raquetes. Estava aí inventado o jogo como o conhecemos hoje. Somente décadas depois o nome "frescobol" foi criado.
    Durante a década de 80 foram realizadas muitas competições isoladas em vários estados do Brasil. Apesar disto, ainda não havia um grande intercâmbio entre os jogadores de diferentes naturalidades. Mais tarde, em 1994, foi realizado o I Circuito Brasileiro de Frescobol que percorreu nove estados brasileiros, possibilitando assim um grande intercâmbio entre os jogadores de vários estados.
    Em abril de 2003, a Associação Brasileira de Frescobol - ABF, organizou e realizou-se o I Congresso de Frescobol, em Vitória-ES, contando com a participação da Federação Baiana de Frescobol – FEBAFRE, da Federação de Frescobol do Estado do Rio de Janeiro e da Associação Brasileira de Árbitros e Atletas de Frescobol de Sao Paulo.

    Raquete
    Fabricada com os seguintes materiais: madeira, polímeros - fibra de vidro, carbono e aramida - ou similar. A raquete pode ser oca ou maciça. Dimensões: comprimento máximo de 50 cm (a partir da ponta do cabo até a tangente perpendicular extrema da borda oval) e com a largura de 25 cm (contada entre as tangentes paralelas laterais da borda oval). O tamanho mais comumente encontrado é o de 45 cm de comprimento por 21 cm de largura. Seu peso deve estar entre 300g a 400g, de acordo com a preferência de cada jogador. Poderá também ser adicionado um revestimento antiderrapante no seu cabo, de acordo com a preferência do jogador. Em outros países existe uma raquete similar, conhecida como Beach Bat.

    Bola
    Uma esfera oca de borracha pressurizada, com peso em torno de 40g (0.11 lbs) e diâmetro de 5,70 cm (2¼" aprox.). Qualquer cor pode ser utilizada, de acordo com a preferência dos jogadores e com a organização do evento.

    Trajes
    Típica partida na praia
    Quando o evento ocorre em praia e proximidades, os jogadores podem apresentar-se de sunga, maiô ou biquíni, e em praias de nudismo podem se apresentar nus. Em praças e locais distantes da praia deve-se utilizar shorts e camisetas. Na areia, a melhor opção é jogar de pés descalços, caso contrário recomenda-se o uso de tênis. Geralmente é obrigatório o uso de camisetas em partidas oficiais. Cores claras são indicadas para não comprometer o desempenho dos jogadores. Também é permitido o uso de bonés, viseiras e/ou óculos.

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  2. Therezinha Beatriz Alves de Andrade Zorowich

    https://www.jardinslifestyle.com.br/single-post-c1c9e/2015/02/11/A-inventora-do-lavarroz-mora-por-aqui

    A inventora do lavarroz mora por aqui

    Você sabia que o lavarroz foi criado por uma cirurgiã-dentista que mora nos Jardins e tem consultório em Cerqueira César? Therezinha Beatriz Alves de Andrade Zorowich pediu ajuda ao marido e montou um protótipo do escorredor em papel de alumínio, em 1959. Ela apresentou a invenção à Trol S/A e o produto foi um sucesso de vendas, no Brasil e exterior. Outra de suas boas idéias é o Limpex Rodo, recém lançado pela Bombril, e à venda nos supermercados. Segundo ela, o pano "limpa um apartamento de 100 m2 em 10 minutos". Agora, Beatriz procura empresários que queiram produzir seus novos inventos. O primeiro é uma jarra, para que as famílias que tomam três litros de suco economizem a média de R$ 200 por mês. A outra invenção é um abridor de garrafa PET que não deixa o refrigerante perder o gás. E, por fim, ela criou uma sandália que não solta do pé na hora da corrida, de andar na areia ou molhar os pés na água do mar. Como sua mente não para, ela também escreveu cinco livros sobre saúde. "No último dou a solução para que seja justa e digna através da capitalização familiar – Fundo Privado de Previdência Complementar para a Saúde", afirma a inventora.

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  3. Uma invenção Brasileira: soro antiofídico em pó

    Fonte: https://www.terra.com.br/istoegente/47/reportagem/rep_rosalvo.htm

    O dono da vacina em pó

    O veterinário Rosalvo Guidolin comandou equipe que desenvolveu uma nova forma de uso do soro antiofídico. O médico veterinário Rosalvo Guidolin, 76 anos, passou os últimos dois anos debruçado sobre uma encomenda do Exército Brasileiro. Sua missão consistia em encontrar uma forma de manipular o soro antiofídico até a forma em pó, utilizando-se de técnicas de liofilização (transformação do produto em pó pela desidratação). A euforia nos corredores do Instituto Butantan é grande. Em 2001, a previsão é de que 30% das doses do soro, desenvolvido em ampolas pelo médico Vital Brasil no início do século, passem a ser comercializadas nessa forma. “É uma vantagem que pode ser estendida a outros tipos de soros”, explica.
    O soro em estado líquido deve ser mantido em temperaturas entre 4ºC e 8ºC, enquanto o produto em pó pode ser transportado em mochilas e ainda possui prazo de validade maior. [..]


    Quando o inventor começa a sumir (título de Maria Cristina)

    Butantan lança soro a)ntiofídico em pó

    FONTE: http://www.usp.br/aun/antigo/exibir?id=972&ed=82&f=15

    São Paulo (AUN - USP) - O Instituto Butantan lançou em Santarém, Pará, os primeiros soros antiofídicos em pó produzidos no país. A apresentação ocorreu durante a 6ª Jornada de Doenças Tropicais do Baixo Amazonas, no dia 2 de agosto. Os produtos, que têm validade de cinco anos, dois a mais que os soros líquidos convencionais, não necessitam de refrigeração. Para que sejam utilizados, basta que se adicione água destilada do tipo WFI (que também será fornecida pelo Butantan no kit do produto) a eles. [...]
    Fornecido às Forças Armadas em 2001, o produto vem sendo testado desde então pelo Exército, que percorreu todo o país para verificar se ele mantém suas propriedades mesmo quando submetido a mudanças de temperatura.[...]



    CONTROVÉRSIA:

    Fonte: http://www.usp.br/aun/antigo/exibir?id=972&ed=82&f=15

    Natália Dias Monteiro
    Não é possível comprar soro antiofídico porque quando você é tratado com ele, há uma chance significativa de sofrer um choque anafilático (uma reação alérgica fortíssima e fatal se não tratada bem rápido). Pelo risco da possibilidade dessa reação ao soro (pois ele é feito com anticorpos de outros animais, geralmente de cavalo ou ovelha, que nosso organismo pode entender que deve atacar através da reação alérgica), só é prudente tomar o soro num hospital, onde vão observar a reação do paciente e, em caso de choque anafilático, tratar rapidamente buscando evitar a morte pela reação ao soro.



    REGULARIZAÇÃO:

    Fonte: Agência Câmara de Notícias: https://www.camara.leg.br/noticias/102597-seguridade-aprova-50-de-soro-antiofidico-em-po/

    Seguridade aprova 50% de soro antiofídico em pó

    A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou, na semana passada, o Projeto de Lei 2413/03, do Senado, que determina que pelo menos 50% do soro antiofídico comercializado ou distribuído no País estejam sob a forma liofilizada (em pó).[...] Matos ressaltou que a eficácia terapêutica do soro em pó já foi testada pela Fundação de Medicina Tropical do Amazonas e pelo Instituto Butantan, em parceria com o Instituto de Biologia do Exército. "Sua utilização já se dá em outros países da América Latina, como Venezuela e Colômbia, e a Organização Mundial da Saúde já havia recomendado aos países tropicais que adotassem esse tipo de soro em vez da forma líquida", completou. O deputado argumentou que, embora o custo de produção do soro liofilizado seja maior (entre 20% e 25%), esse aumento será neutralizado pela redução dos custos com a logística de transporte e armazenamento, além dos "incalculáveis benefícios em termos de vidas poupadas".

    Mais sobre:
    https://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u13364.shtml
    https://pib.socioambiental.org/pt/Not%C3%ADcias?id=190838

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  4. Os inventores do câmbio automático para automóveis eram brasileiros:

    José Braz Araripe e Fernando Lemos, brasileiros, foram os responsáveis pela invenção do câmbio automático, algo que tende equipar, cada vez mais, os mais de um bilhão de automóveis no mundo.



    https://revistaautoesporte.globo.com/Noticias/noticia/2019/08/dois-brasileiros-foram-os-inventores-do-cambio-automatico-que-faz-80-anos.html

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  5. A urna eletrônica foi inventada por um brasileiro em 1989, na cidade de Brusque, Santa Catarina. Seu inventor foi Carlos Prudêncio. Mas, só entrou na ativa em 1996, em teste em 57 municípios. Hoje é usada em quase todos os municípios brasileiros.

    https://www.megacurioso.com.br/educacao/109459-a-historia-da-urna-eletronica-e-das-eleicoes-no-brasil.htm

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  6. Copo Americano. típico copo de botequim foi inventado pelo designer Nadir Figueiredo em 1947. Existem cinco tipos de copo americano: dose, multiuso, long drink 300 ml, long drink 450 ml, e rocks. Em 1999, o multiuso foi eleito “O Melhor Copo para Cerveja”. Dez anos depois, o Museu de Arte Moderna de Nova York passou a vendê-lo como produto típico do Brasil, por três dólares cada. Nadir Figueiredo é uma empresa fabricante de vidros. É conhecida principalmente pela fabricação de copos e outros artigos de vidr

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  7. O conceito de antropofagia é brasileiro.

    Segundo Augusto de Campos, a antropofagia é “...a única filosofia original brasileira e, sob alguns aspectos, o mais radical dos movimentos artísticos que produzimos”. (p. 13, do livro texto).

    Um manifesto mal digerido
    Eduardo Vicentini de Medeiros
    http://www.ihuonline.unisinos.br/artigo/7310-um-manifesto-mal-digerido

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  8. Chuveiro elétrico automático (salvação do banho para boa parte da população)

    Inventado pelo paulista Francisco Canhos em meados dos anos 1940. Para quem não sabe, o chuveiro elétrico constitui em um resistor (peça metálica que converte energia elétrica em energia térmica via efeito Joule -- ou seja, é um elemento que aquece a água) composto de metal com alto ponto de fusão (ou seja, é necessário uma temperatura muito, muito alta para fazer esse metal "derreter") que, ao entrar em contato com a água encanada, a esquenta. Assim, ligamos o resistor a uma rede elétrica, liberamos a saída de água, envolvemos essa água numa estrutura externa com aberturas que a espalham de maneira a cair mais confortavelmente e PIMBA! Temos um banho quentinho nas noites invernais. Como a maioria esmagadora da população brasileira não tem acesso à rede de gás encanado, não é de se admirar que o chuveiro elétrico tenha se tornado item imprescindível na vida de milhões de brasileiros desde então. Eu fiquei alguns anos sem acesso a chuveiro elétrico (mais ou menos desde o ensino médio até quase o fim da faculdade!) e posso dizer, com toda certeza do mundo, que um banho morno faz muita falta...!!!
    O chuveiro elétrico original, também invenção brasileira (década de 1930), apresentava riscos grotescos ao usuário: Não havia isolação eficiente entre os condutores elétricos, os elementos energizados e a estrutura de metal (SIM, ERAM FEITOS DE METAL!!!!!!!), provocando riscos sérios de choque elétrico. Surreal!!!! Além disso, era de praxe um fenômeno que acontece quando tomamos banho na casa da minha avó até hoje: a geração de uma reação eletrolítica na água pela resistência elétrica e a estrutura externa, produzindo aqueles pequenos choquinhos e formigamentos ao tocar nos registros -- e que obrigava a mim e a meus primos a sempre abrir e fechar o chuveiro com uma toalha seca. Era necessário inventar uma maneira de fechar esse circuito, uma espécie de "chave" que ligasse/desligasse a rede elétrica durante o uso.

    Foi Francisco Canhos que solucionou este problema (não para todos e todas, como minhas experiências na casa da minha avó podem assegurar...) . Criando uma membrana de borracha, à semelhança de um diafragma, a envolver contatos e resistores, fixos. Quando o registro era ligado, a água circulava pela estrutura e a pressão que fazia inflava a membrana, pressionando os contatos e resistores uns nos outros. Assim, fecha-se o circuito elétrico e os resistores continuam a aquecer a água, sem grandes problemas. Aliás, "resistoreS", assim, no plural, porque Francisco também acrescentou um segundo resistor, formando então um par de resistores de potências diferentes -- o que permitia combinar suas energias em temperaturas diferentes. Eis, senhoras e senhoras, o nosso "Inverno", "Verão" e "Desligado" ou "Quente", "Morno" e "Frio".
    Ainda na década de 1940, perceberam que fazer a estrutura do chuveiro de metal não era lá uma ideia das mais brilhantes e começaram a fabricar a engenhoca em plástico. Todas e todos nós somos gratos por isso, não é mesmo?


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  9. O identificador de chamadas telefônicas, inicialmente chamado de BINA ( B Identifica Número de A), foi inventado por um brasileiro, Nélio José Nicolai.

    http://www.oexplorador.com.br/nelio-jose-nicolai/

    https://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/inventor-do-bina-nelio-nicolai-morre-em-brasilia-aos-77-anos.ghtml

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  10. Bruno Mussa - invenção brasileira

    "Maurício Rocha e Silva, que fez uma descoberta importante em 1949. Ele descobriu que proteínas retiradas do veneno da Jararaca, agem sobre o sangue humano liberando uma substância capaz de reduzir a pressão arterial. Sérgio Henrique Ferreira, aluno de Maurício, descobriu uma outra substância que tornava muito mais eficiente os efeitos das proteínas contidas nessa espécie de cobra. Essas descobertas permitiram a produção de mais de 20 remédios para a pressão alta."

    Captopril, que combate e controla a hipertensão, é feito com uma substância encontrada no veneno da jararaca brasileira, e desde de da década de 1970, é o medicamento mais vendido no mundo para o controle da pressão alta.

    https://www.canalsaude.fiocruz.br/canal/videoAberto/Ciencia-em-Gotas-Mauricio-Rocha-e-Silva-INT-0006

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  11. Invenção Brasileira - Vale-tudo, pré-história do MMA
    FATO ESTABILIZADO: No século 20, os irmãos Carlos e Hélio Gracie, de Belém, usaram as técnicas do jiu-jítsu para criar uma nova modalidade de luta. Misturando táticas de outras categorias, e com poucas regras, originou-se o vale-tudo. Como não segue um único estilo, um lutador de jiu-jítsu poderia enfrentar um lutador de muay thai. No exterior, foi rebatizado de MMA – mixed martial arts, artes marciais mescladas. Os brasileiros mantêm forte presença.

    MATERIALIDADE:
    https://veja.abril.com.br/esporte/uma-invencao-da-familia-gracie/

    CONTROVÉRSIA: https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-32892018000300318

    CONTROVÉRSIA:

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  12. Acqualógico

    O protético paulistano Gerson Luiz Maezano, de 55 anos, desenvolveu um dispositivo de baixo custo para caixas de descarga que pode proporcionar uma economia de água de até 60%. Batizado de Acqualógico e patenteado em 2010, o sistema controla o fluxo da água na descarga, dependendo da necessidade, e é muito simples e barato – custa em torno de R$ 15. Quem quiser saber mais pode entrar em contato com o inventor pelo e-mail gmaezano@uol.com.br.
    https://www.bayerjovens.com.br/pt/materia/?materia=tecnologias-para-salvar-a-agua

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  13. Invenção da "cola do lixo" de Eudaldo Oliveira.

    https://m.facebook.com/132815060257139/videos/1379918132221990/

    A “cola do lixo” foi uma substância criada e patenteada pelo inventor londrinense Eudaldo Oliveira. Por mais de 25 anos ele pesquisou e evoluiu o conceito de uma cola que teria como propósito, dar destinação aos resíduos sólidos produzidos na sociedade moderna. No ano de 2008, o pesquisador inventor Eudaldo Oliveira, finalmente, após inúmeros testes, chegou aos resultados que esperava. Estava pronta a cola que conseguia unir entre si todos os resíduos produzidos. Esta cola, porém, precisava ser aperfeiçoada. Foram então realizados novos testes e provas e, novamente em 2009, o inventor iniciou uma bateria de testes definitivos nos produtos. Neste período o inventor Eudaldo Oliveira voltou seus estudos para a criação de uma máquina que fosse capaz de triturar os resíduos todos juntos, a um só tempo, para então utilizar a sua cola nestes. Novamente suas pesquisas tiveram êxito e novamente estava consolidado o processo de transformação dos resíduos em bens de uso, atendendo a uma demanda urgente da atualidade. Satisfeito com os resultados, iniciou uma definitiva sequência de testes nos materiais produzidos a partir dos resíduos e da cola, todos controlados por instituições científicas para comprovar tanto a qualidade do produto, quanto a durabilidade, a condutividade, a neutralidade etc, dos materiais resultantes. A sua tecnologia de máquinas oportunizou também a elaboração de adubo orgânico, a partir dos resíduos orgânicos nos RSU – resíduos sólidos urbanos, também levado a testes e aprovado.

    Fonte: http://www.findglocal.com/BR/Londrina/132815060257139/AX-ECOL-ambiental

    Estranhamente, este assunto que é de 2013, saiu do mapa. Será que ele vendeu a patente?

    Falando em cola, colo a seguir alguns registros desse assunto em 2013:


    http://acil.com.br/noticias/clipping-1-novembro

    http://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2013/05/maquina-transforma-lixo-em-materiais-de-construcao-no-parana.html

    http://www.josane.com.br/noticia/Maquina-transforma-lixo-em-materiais-de-construcao-no-Parana

    http://fetraconspar.org.br/01backup/index.php?option=com_content&view=article&id=24144:uma-alternativa-para-reduzir-o-lixo-domestico&catid=169:brasil&Itemid=82

    Qual terá sido o destino da maromba, a tal fábrica? Da cola patenteada? Do Eudaldo?

    Parece que a empresa dele continua ativa em Londrina...
    http://cnpj.info/Prestadora-de-Servicos-Eudaldo-Ltda

    A AX ECOL foi a empresa criada à época pra tocar o empreendimento

    https://www.facebook.com/AX-ECOL-ambiental-132815060257139/

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  14. Manguebeat

    Manguebeat (também grafado como manguebit ou mangue beat) é um movimento e contracultura surgido no Brasil a partir de 1991 em Recife (Pernambuco), que mistura ritmos regionais, como o maracatu, com rock, hip hop, funk e música eletrônica. O movimento tem como principais características nas letras, críticas ao abandono econômico-social do mangue, da desigualdade de Recife (sendo apenas um reflexo do descaso do Estado fora do eixo Rio-São Paulo.)

    Sendo o caranguejo, forma de vida típica dos manguezais, que é capturado e vendido por trabalhadores da região, tornou-se o símbolo do movimento Manguebeat.

    Origem do Nome

    O termo “manguebeat” vem da junção da palavra "mangue" (manguezal), um ecossistema típico da costa do Nordeste brasileiro, com a palavra "beat", do inglês, que significa batida (também remete à linguagem de código binário usada na informática, bits).

    História

    Apesar do estilo ter bases já na década de 1970 com o guitarrista Robertinho do Recife com os álbuns "Jardim da Infância" (1977), "Robertinho no Passo" (1978) e "E Agora pra Vocês... Suingues Tropicais" (1979), os principais idealizadores do movimento manguebeat foram Chico Science, Fred 04, Renato L, Mabuse e Héder Aragão, que idealizaram o rótulo manguebeat, divulgando ideias, ritmos e contestações. Seguidos por artistas como: Jorge du Peixe, Pupilo, Lúcio Maia, Toca Ogan, Gilmar Bola 8, Gustavo da Lua, Otto, entre outros.[4]

    O objetivo do movimento surgiu de uma metáfora idealizada por Fred 04 (vocalista da banda Mundo Livre S/A), ao trabalhar em vídeos ecológicos. Como o ecossistema manguezal é chave na biodiversidade global, sendo o autor do primeiro manifesto do manguebeat em 1992, intitulado "Caranguejos com cérebro", mas o movimento tem como ícone o músico Chico Science (falecido vocalista da banda Nação Zumbi).

    O Manguebeat precisava formar uma cena musical tão rica e diversificada como os manguezais. Devido a principal bandeira do movimento ser a diversidade, a agitação na música contaminou outras formas de expressão culturais como o cinema, a moda e as artes plásticas. Influenciando muitas bandas do Brasil, principalmente em Pernambuco. Com o surgimento de várias bandas no cenário local, gravadoras como Sony, Virgin e outras em destaque, deram início a uma contratação dessas bandas.

    Bandas

    Notáveis bandas do gênero Manguebeat incluem Mundo Livre S/A, Chico Science & Nação Zumbi, Sheik Tosado, Mestre Ambrósio, DJ Dolores, Comadre Fulozinha, Jorge Cabeleira e o Dia em que Seremos Todos Inúteis, Eddie, Via Sat e Querosene Jacaré.

    Criado em 1995 a Banda Tempero, manguebeat com letras religiosas, lançou um CD intitulado "Mangue". A partir do ano 2000 ficou conhecida também pelo nome do vocalista, sendo chamada Banda Zé do Mangue. Em 2008, este também gravou um CD solo intitulado "Outros Vales", chamando a atenção do público gospel para um movimento que já acontecia desde 1994 com os ritmos de Pernambuco: côco de roda, ciranda, frevo e outros.

    Outras bandas cristãs tiveram influência do Manguebeat, uma delas foi Fruto Sagrado no álbum O que na Verdade Somos, quando mescla algumas sonoridades regionais no disco. Isso é perceptível nas canções "Ser tão Sertão", "Involução 2003" e "O Sonho do Profeta".

    https://pt.wikipedia.org/wiki/Manguebeat

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  15. O casal de brasileiros(?) que inventou a vacina da malária
    (interrogação minha)

    Ruth Nussenzweig fugiu da Áustria ainda criança, para escapar dos nazistas. Depois, fugiu com Victor do Brasil para escapar dos militares. Entre uma fuga e outra, revolucionaram a saúde pública.

    [Atualização: Ruth morreu em abril de 2018, pouco tempo após a elaboração desta reportagem. Mantivemos o texto, que é de 2016, inalterado]

    Do seu apartamento, em Nova York, a médica brasileira Ruth Nussenzweig não perde nenhum detalhe de uma revolução em curso no continente africano. É lá que sete países completaram a terceira fase de testes da primeira vacina contra a malária causada pelo parasita Plasmodium falciparum. Um momento crucial na história do combate à doença, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

    Se pudesse, Ruth acompanharia tudo de perto. Foi ela que, há quase 50 anos, descobriu no laboratório a primeira pista de que imunizar pessoas contra o parasita era possível. Naquela época, a malária matava mais de um milhão de pessoas por ano, era a principal causa de morte em toda a África, fazia vítimas no sul dos EUA e da Europa.

    Em 1967, Ruth divulgou um estudo que demonstrava como quebrar o ciclo de infecção da malária em roedores. Ela irradiou com raio-X os esporozoítos, forma do parasita que é transmitida a humanos pela picada do mosquito Anopheles. Depois, injetou esses esporozoítos em camundongos e, em seguida, os infectou com parasitas que não foram irradiados. A doença não foi transmitida: os esporozoítos enfraquecidos pelo raio-X ativaram uma resposta imune protetora do organismo. A vacina era viável.

    “A Ruth fez os trabalhos fundamentais de proteção contra malária numa época em que se achava ser impossível”, defende o marido e colega, Victor Nussenzweig.  Ele fazia pesquisa básica em imunologia e foi convocado por Ruth para cooperar no estudo da malária. Juntos, acabaram com um dogma científico. É que em regiões endêmicas, sobretudo na África, as crianças têm uma infecção de malária atrás da outra e o organismo parece nunca adquirir imunidade contra a doença. “Isso criou essa convicção entre os cientistas sobre a impossibilidade de uma vacina”, relembra Victor.

    Num projeto conjunto, Victor foi a fundo para descobrir o elemento que neutralizava a infectividade dos esporozoítos expostos a raios-X. O anúncio veio em 1980: é uma alteração na proteína CS, presente na superfície dos esporozoítos, que deixa o parasita inofensivo. 

    ...

    Relações com o Brasil 

    Ruth e Victor sempre mantiveram colaborações com o Brasil, especialmente em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Gostamos muito do Brasil, principalmente dos brasileiros. A gente ainda não sabe se volta para passar um tempo”, afirma Victor, que atualmente tenta renovar o passaporte.

    Após quase 70 anos de dedicação à ciência, os Nussenzweig estão perto de cumprir a missão de vida estabelecida aos 18 anos. “A gente queria ajudar. Descobrir coisas novas dá prazer, é uma sensação fantástica”, diz Victor. “Desejamos que a vacina diminua a mortalidade infantil, principalmente na África, onde a malária mata muitas crianças de até 5 anos”, finaliza Ruth.

    Leia mais em: https://super.abril.com.br/saude/casal-nobel/

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  16. Antropofagia? BIODIGESTADOR

    O médico-veterinário e gênio brasileiro Antonio Pereira de Novaes é um ilustre desconhecido da população.
    Novaes é o inventor da Fossa Séptica Biodigestora e do Clorador Embrapa, duas invenções de grande importância social e ambiental e, por isso, ganhou o prêmio Banco do Brasil de Tecnologia Social em 2003.

    A genialidade de Novaes e sua importância para o país sem dúvida está na Fossa Séptica Biodigestora, inspirado em biodigestores de países asiáticos. Veja só: é uma tecnologia de baixo custo de instalação, fácil manutenção, promove o saneamento do excremento humano e, parece mentira, produz um ótimo adubo líquido. O ciclo completo.
    Um recente levantamento, coordenado pelo engenheiro civil da Embrapa Instrumentação, Carlos Renato Marmo, revelou que já foram implantadas mais de 11 mil unidades da Fossa Séptica Biodigestora. A fossa foi adotada em mais de 250 municípios brasileiros, nas cinco regiões do País, gerando benefícios para 57 mil pessoas.

    Simples e genial, podendo ser associada a outras tecnologias ambientais, como o Clorador e o Jardim Filtrante, a Fossa Séptica Biodigestora substitui as fossas negras, protegendo a saúde dos moradores do campo e sem a necessidade da construção de redes de esgoto, de custo astronômico. Ela também promove a proteção ambiental ao evitar que dejetos contaminem solo e corpos d’água. Para Marmo, a população beneficiada é muito maior do que as 57 mil, pois o saneamento básico apresenta impactos não só no campo como também nas cidades.

    fonte: https://cartacampinas.com.br/2016/07/genio-brasileiro-e-inventor-da-fossa-biodigestora-e-desconhecido-da-populacao/#:~:text=O%20m%C3%A9dico%2Dveterin%C3%A1rio%20e%20g%C3%AAnio,de%20Tecnologia%20Social%20em%202003.

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  17. VIOLÃO PARA SER TOCADO COM UMA SÓ MÃO:

    O músico pernambucano Reinaldo Amorim Casteluzzo desenvolveu e patenteou um violão que pode ser tocado com uma mão só, o que possibilita a inclusão de pessoas com paralisia cerebral, sem uma mão ou outras deficiências.
    Nos anos 1980, ele começou a dar aulas em conservatórios e notou que havia alunos com deficiências motoras congênitas e outros com mutilações, sem um braço ou mão. Reparou também que não existia em nenhum lugar do mundo um violão adaptado para essas pessoas.
    Para que pessoas com mobilidade reduzida nos membros superiores possam tocá-lo, o violão tem um número de cordas maior, 12 em vez das seis do convencional, e tem uma afinação específica em grupos de quatro cordas, onde cada grupo forma uma tonalidade. “Além disso, usei a estratégia de combinação das tríades que formam os acordes, para assim construir as notas fundamentais que são a tônica, a dominante e a subdominante, as quais configuram o acompanhamento”, explica o músico.
    Violão como terapia
    Depois de desenvolver o violão, Casteluzzo resolveu testá-lo numa pesquisa para seu mestrado na Faculdade de Ciências Médicas (FCM), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O objetivo do estudo era avaliar o uso do violão adaptado na melhora da autoestima de crianças e adolescentes com deficiência motora unilateral em decorrência de paralisia cerebral.

    Segundo Casteluzzo, os resultados foram surpreendentes. Todos os alunos com paralisia cerebral conseguiram tocar o instrumento e houve um grande aumento da autoestima deles.

    fonte:https://www.vidamaislivre.com.br/2018/08/08/musico-cria-violao-que-pode-ser-utilizado-por-pessoas-com-deficiencia/

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  18. Hangar com portas corrediças

    No ano de 1900 Dumont (Alberto Santos Dumont) decidiu colocar as portas do hangar, onde guardava algumas de suas invenções, em cima de rolamentos para poder abrir de uma forma mais facilmente. Esse hangar tinha 11 metros de altura, 7 metros de largura e 30 metros de extensão. O genial brasileiro também é um dos pioneiros nessa invenção.

    https://incrivel.club/inspiracao-gente/20-invencoes-de-brasileiros-ou-feitas-no-brasil-que-voce-nem-desconfiava-779610/

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  19. Ae, galera, eu inventei um site pra nós também, e para eternizar um "coirmão" do antropofagia.com.br da nossa gloriosa Beatirz Azevedo!! É o antropofagia.net - e todos vcs do IPAT podem ter e-mails você@antropofagia.net - e-mail com espaço infinito e que vai durar infinitamente - amém ! Mais do que nunca, antropofagia en las redes... ;)

    Beijos

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  20. Com menos R$ 1 mil, sistema criado por estudantes da Paraíba transforma água salobra em potável

    Mais de trinta famílias do semiárido paraibano estão consumindo água potável graças a um projeto criado por estudantes da Universidade Estadual da Paraíba. Trata-se de um equipamento relativamente simples, mas capaz de dessalinizar e desinfetar a água com perfeição.

    Não é preciso usar eletricidade, produtos químicos ou filtros: trata-se de uma caixa construída com placas pré-moldadas de concreto, com cobertura de vidro, que possibilita a passagem da radiação solar.

    Assim, a temperatura no interior do recipiente aumenta, fazendo com que a água evapore. Ao entrar em contato com a superfície resfriada, de vidro ou cano, ela condensa, voltando ao estado líquido, mas sem os sais ou contaminantes antes existentes.

    Francisco Loureiro, professor da UEPB e coordenador da tecnologia, falou sobre o assunto: “Atendemos comunidades em que os moradores eram obrigados a consumirem água de poços artesianos com elevado nível de contaminação biológica e química (sais) e que traziam consequentes danos à saúde, ou eram obrigados a caminhar por horas para ter acesso a água potável”.

    Além de provocar a retirada dos sais, o método também elimina microrganismos patógenos, principalmente bactérias que causam doenças. Cada unidade do dessalinizador é capaz de produzir 16 litros de água potável por dia e a instalação custa menos de mil reais – um investimento barato ao considerar o uso no longo prazo.

    De acordo com o professor Francisco Loureiro, já há mais 70 novas unidades sendo desenvolvidas a pedido de moradores do semiárido paraibano. A alta procura é justificada pela necessidade da população de armazenar água potável, uma vez que a região pode enfrentar longos períodos sem chuva, e é preciso ter grandes quantidades de água para consumo próprio e para usar nas lavouras.

    https://www.hypeness.com.br/2017/12/com-menos-r-1-mil-sistema-criado-por-estudantes-da-paraiba-transforma-agua-salobra-em-potavel/

    Construção de dessalinizadores Solar no Semiárido Paraibano
    https://www.youtube.com/watch?v=f7XDWdvBvuc

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  21. “Se o homem não conseguir uma nova expressão dentro de uma nova ética, ele estará perdido. A forma já foi esgotada em todos os sentidos”.

    Lygia Clark 100 anos (23.10.1920-1988)


    http://www.dopropriobolso.com.br/index.php/cultura-geral-80603/47-textos-escolhidos/2214-manifesto-neoconcreto-1959#:~:text=A%20express%C3%A3o%20neoconcreto%20%C3%A9%20uma,a%20uma%20perigosa%20exacerba%C3%A7%C3%A3o%20racionalista.

    (com algumas fotos que vale a pena serem vistas)
    (não está o todo; excedeu o limite de caracteres permitidos pela plataforma)

    MANIFESTO NEOCONCRETO (1959)

    A expressão neoconcreto é uma tomada de posição em face da arte não-figurativa “geométrica” (neoplasticismo, construtivismo, suprematismo, Escola de Ulm) e particularmente em face da arte concreta levada a uma perigosa exacerbação racionalista. Trabalhando no campo da pintura, escultura, gravura e literatura, os artistas que participam desta I Exposição Neoconcreta encontraram-se, por força de suas experiências, na contingência de rever as posições teóricas adotadas até aqui em face da arte concreta, uma vez que nenhuma delas “compreende” satisfatoriamente as possibilidades expressivas abertas por estas experiências.



    O neoconcreto, nascido de uma necessidade de exprimir a complexa realidade do homem moderno dentro da linguagem estrutural da nova plástica, nega a validez das atitudes cientificistas e positivistas em arte e repõe o problema da expressão, incorporando as novas dimensões “verbais” criadas pela arte não-figurativa construtiva. O racionalismo rouba à arte toda a autonomia e substitui as qualidades intransferíveis da obra de arte por noções da objetividade científica: assim os conceitos de forma, espaço, tempo, estrutura - que na linguagem das artes estão ligados a uma significação existencial, emotiva, afetiva - são confundidos com a aplicação teórica que deles faz a ciência. Na verdade, em nome de preconceitos que hoje a filosofia denuncia (M. Merleau-Ponty, E. Cassirer, S. Langer) - e que ruem em todos os campos, a começar pela biologia moderna, que supera o mecanismo pavloviano - os concretos racionalistas ainda vêem o homem como uma máquina entre máquinas e procuram limitar a arte à expressão dessa realidade teórica.

    Não concebemos a obra de arte nem como “máquina” nem como “objeto”, mas como um quasi- corpus, isto é, um ser cuja realidade não se esgota nas relações exteriores de seus elementos; um ser que, decomponível em partes pela análise, só se dá plenamente à abordagem direta, fenomenológica. Acreditamos que a obra de arte supera o mecanismo material sobre o qual repousa, não por alguma virtude extraterrena: supera-o por transcender essas relações mecânicas (que a Gestalt objetiva) e por criar para si uma significação tácita (M. Pority) que emerge nela pela primeira vez. Se tivéssemos que buscar um símile para a obra de arte, não o poderíamos encontrar, portanto, nem na máquina nem no objeto tomados objetivamente, mas, como S. Lanoer e W. Wleidlé, nos organismos vivos. Essa comparação, entretanto, ainda não bastaria para expressar a realidade específica do, organismo estético.

    ...

    Os participantes desta I Exposição Neoconcreta não constituem um “grupo”. Não os ligam princípios dogmáticos. A afinidade evidente das pesquisas que realizam em vários campos os aproximou e os reuniu aqui. O compromisso que os prende, prende-os primeiramente cada um à sua experiência, e eles estarão juntos enquanto dure a afinidade profunda que os aproximou.

    (Publicado em 1959 no Suplemento Dominical do Jornal do Brasil, serve como abertura da 1a Exposição de Arte Neoconcreta, no MAM/RJ, na qual fica clara a posição tomada entre o grupo do poeta Ferreira Gullar e grupo dos concretistas de São Paulo). Fonte: Romulo Andrade

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